8 dicas essenciais para a sua Urban Jungle

A “urban jungle”, ou “floresta urbana” é um estilo de decoração que vem conquistando cada vez mais pessoas. Trazendo uma sensação de aconchego e memórias afetivas das plantinhas da vó, o estilo se mostra exuberante e intimista. Confira algumas dicas que preparamos para você começar ou ampliar a sua florestinha 🙂

1. Caaaaalma!

Não é necessário gastar uma fortuna em plantas e vasos, nem lotar a sua casa de plantas do dia para a noite só porque ficou legal no Pinterest. Encontre o seu próprio estilo dentro do estilo, e comece aos poucos. Nunca se esqueça de que sua casa deve ser confortável para você, e isso não significar parecer com uma foto de revista. Coloque uma plantinha aqui e outra ali e vá testando conforme seu gosto.

2. Respeite a vontade das plantas

Cada planta possui necessidades específicas, e não adianta querer contrariá-las, então pesquise se suas plantinhas gostam de sol ou de sombra, de muita ou pouca água, se crescem muito ou pouco e se esse crescimento pode ser um problema no futuro…

Ao plantar diferentes espécies no mesmo vaso, agrupe-as de acordo com suas necessidades. Time que precisa de muita água vai para um lado, time que prefere menos água vai para o outro. Não adianta querer colocar um cactus no mesmo vaso de uma samambaia, pois suas necessidades são opostas e cedo ou tarde uma delas morrerá.

3. Samambaias!

Urban Jungle é um estilo exuberante, e se é exuberância que você deseja na sua florestinha, mas não sabe por onde começar, aposte nas samambaias. Elas tem um ar tropical e suas ramas fazem dão a impressão da planta ser maior do que realmente é.

4. Paleta de cores

Se você está pensando em trocar algum tapete ou sofá, busque combiná-lo com sua floresta. Isso também vale para a pintura das paredes. Verde, coral e objetos em madeira combinam muito bem com o estilo da urban jungle.

Mas lembre-se, não troque seus móveis sem necessidade.

5. Hortinha

Ter uma pequena horta também pode ser uma atividade super gostosa. Mesmo que você viva em um espaço pequeno, pode cultivar alguns temperinhos para incrementar seus pratos.

6. Quadrinhos

Os quadrinhos com temáticas vegetais também podem ser uma ótima opção para a sua florestinha, brincando com as plantas reais e os diferentes estilos de ilustração ou fotografia.

7. Brinque com as alturas

Nas florestas, as plantas estão em diferentes alturas. Reproduzir esse conceito na sua urban jungle ajuda a criar um ambiente dinâmico, além de permitir a visualização de todas as suas plantinhas. Para isso, coloque as plantas maiores no fundo, e as menores na frente, como nas fotos de escola 🙂

8. Ecologia

Além de ter uma urban jungle, que tal dar um passo além e repensar seus hábitos de consumo? Considere um estilo de vida mais ecológico, e pesquise sobre a redução de plástico e resíduos, bem como a diminuição no desperdício de comida, energia e água.

Consumir para acabar com o vazio interior

Assim como em outros textos aqui da página, este não busca estabelecer um certo ou errado, nem pretende mostrar algo “que deva ser feito”. Este é apenas um relato pessoal, no qual se entende que cada ser tem uma vivência própria e diferentes formas de lidar com o mundo.

Pois bem, lá vamos nós. No último ano eu percebi que lidava com meu vazio comprando coisas. Não era um consumismo compulsivo, mas sim algo bem inocente, contido e ciente dos limites financeiros.

Nunca fui de comprar muito, mas a questão é que percebi que minhas compras estavam quase sempre associadas a um sentimento de vazio e melancolia, e isso me incomodou. Meu consumo quase sempre pôde ser definido como saudável, afinal sempre fui bastante atento aos limites financeiros e tive a sorte de conseguir me conter para nunca ultrapassá-los.

Mas me incomodou esta percepção de que eu consumia para tapar algum buraco da alma, e então eu quis ter outra perspectiva sobre a situação.

Os buracos da alma são impossíveis de serem tapados, faz parte da condição humana conviver com eles. Assim, eu não tinha a ilusão de querer erradicá-los, nem diminuí-los, queira apenas aprender sobre eles, e esse aprendizado também é eterno.

Utilizamos da várias coisas para preencher esse vazio interior: religião, trabalho, relacionamentos, álcool, Netflix, redes sociais, consumo e tantas outras coisas. E nada disso é errado, afinal viver e suportar a existência pode ser bastante doloroso.

Então, pensei como seria se no lugar de comprar eu simplesmente vivesse esse sofrimento do vazio. Não no sentido de “virar uma pessoa melhor” e todas essas coisas relacionadas que considero em parte como baboseiras. Mas simplesmente para entender um pouquinho o que passava no interior.

O resultado foi bem interessante. Cada vez que o vazio se intensificava, surgia a vontade de comprar algo que iria solucionar meus problemas, exatamente como pretende nos vender o discurso publicitário, e tomados de emoção, compramos. Mas e o que acontece a seguir? Não muda nada! (risos).

Eram coisas pequenas e bobas que eu queria comprar, um livro para me distrair, um CD, um casaco para substituir os meus velhos… Nada de extravagante ou absurdamente caro.

E eu não deixei de comprar nada! Apenas coloquei na cabeça que eu não serei transportado para um mundo mágico simplesmente por possuir um objeto. Essa ideia de posse é bastante interessante para ser pensada nessa situação de usar o consumo para preencher os vazios da alma, afinal a posse de qualquer coisa, de um alfinete a um diamante, dá uma sensação momentânea de poder, prestígio e prazer, que logo se dissipa quando nosso objeto torna-se tedioso, envelhece e aquele blá blá blá que vocês já sabem.

A grande questão é que talvez existam outras maneiras de lidar com o vazio, e que o consumo pode não ser a melhor delas.

Assim, com essa ideia na cabeça, tentei encarar o vazio mais de frente e sofrê-lo. Afinal, para parar de sofrer é necessário sofrer. Claro que tudo isso em um nível cotidiano, o mesmo não se aplica para os problemas grandes e de verdade que há por aí.

Assim, preferi comprar em dias em que não estivesse tão triste, priorizando a função e não o fim da minha tristeza. Foi bem interessante, e não, não sou uma pessoa melhor por conta disso, nem quero convencer ninguém de nada, estou apenas contando sem qualquer intenção de nada.

Mesmo assim, é interessante refletir sobre a questão psicológica do consumo, sobre o endividamento, e indo além, da desigualdade social que faz com que muitos sejam privados inclusive de participar do consumo. Aqui sim temos um problema de verdade.

Minimalismo: um convite para observar os abismos interiores

Aos poucos eu fui percebendo que minhas tristezas, angústias e decepções não passariam se eu comprasse alguma coisa para colocar no meu vazio. É algo clichê, sem genialidade alguma, mas que demora bastante para ser assimilado.

Conheci o minimalismo faz um bom tempo, e fui me conectando com ele de forma natural, sem me preocupar com o número de objetos que possuo, com a decoração ou com o meu visual. Fui encontrando o meu modo minimalista de ser, sem seguir blogs escandinavos. Para falar a verdade, eu nem gosto do nome, ou melhor, do rótulo de “minimalista”. Mas uso essa palavra mesmo para me fazer entender.

A principal lição que o minimalismo me trouxe foi de olhar para mim e encarar todos os abismos, fraquezas e todo aquele monte de coisas que tentamos esconder sob uma máscara de felicidade. É óbvio que nego muitas dessas fraquezas, e é bem provável que continuarei negando a imensa maioria dos meus abismos para sempre. Mas abrir os olhos para aquele 1% já me abalou bastante e permitiu me conhecer melhor.

Não me considero de modo algum livre do consumismo. Sou bem ciente de que sair para comprar é bom pra cacete, seja lá o que for. Dar aquela renovada, ter aquela sensação de que tudo vai ficar bem, de poder, de posse, de ser visto, e blá blá blá, vocês são inteligentes e sabem.

“Mas, porém, todavia, contudo”, como diria o sábio professor Girafales, essa alegria dura pouco, e logo logo volta toda aquela melancolia, e ficam as tralhas que compramos, que dependendo do tamanho, vão nos fazer bater o dedinho do pé no caminho para o banheiro de madrugada.

No meu caso, o que observei foi que quando comprava para aliviar as tristezinhas, me apoiava na ideia de ficar feliz por “possuir” algo. E muitas outras vezes também imaginava a reação das pessoas ao saberem que eu “possuía” tal coisa. Mas a maioria não estava nem aí por eu ter comprado algo ou não, e ficava eu com minha coisa sendo reizinho poderoso apenas para mim mesmo, porque os súditos imaginários que eu inventava nem sabiam que eu queria que fossem meus súditos.

E então, sem ninguém para admirar as merdas que eu tinha comprado, com a melancolia que não passava e com menos dinheiro na carteira, comecei a pensar que talvez fosse melhor aprender a lidar com aquele sentimentozinho melancólico. E doeu, doeu muito não colocar nada no lugar. Mas com isso, aprendi a fugir um pouco menos do que me incomoda de verdade em mim. 1% só, não vou fingir que me iluminei…

Acho que essa ideia da posse e acúmulo permeia muito nossa sociedade, indo desde os relacionamentos, conhecimentos, títulos, até a resolução de tristezas via consumo. E para quem tem um autocontrole menor, pode virar um problema sério com cartões de crédito.

Enfim, devaneios à parte, no final das contas todo mundo faz o que quer. Consumir não é errado, mas tomar consciência dos processos complexos que nos fazem consumir pode ser uma aventura pessoal interessante.

Gilvan Samico: a xilogravura nordestina ao grau máximo

Gilvan Samico nasceu em 1928, no Recife. Sua primorosa criação artística é voltada para a cultura popular nordestina, encontrando sua expressão mais marcante na xilogravura, realizando assim um trabalho de incomensurável valor artístico e cultural.

Na adolescência, após dois empregos frustrados, Gilvan obteve autorização do pai para estudar artes, que percebeu a habilidade em ilustração do jovem.

Gilvan estudou xilogravura com Lívio Abramo, em 1952, outro gigante da técnica. Posteriormente, lecionou xilogravura na Universidade Federal da Paraíba.

Aliando suas influências expressionistas com a cultura nordestina, a obra de Gilvan é considerada das mais importantes no ramo da xilogravura. O artista têm obras no MoMA, em Nova York, e foi premiado na Bienal de Veneza, da qual participou duas vezes.

Suas xilogravuras retratam a cultura nordestina, seu cotidiano, lendas e narrativas populares, além de animais e seres fantásticos, revelando uma obra de extremo refinamento e primor técnico, das mais importantes da xilogravura brasileira.

“Pescadores”, gravura em placa de gesso.
“Ciclistas”, xilogravura.
“Leitura na Praça”
“Homem e Cavalo”, xilogravura
“Menina dos Currupios”, xilogravura
“A Mão”, xilogravura
“Mulheres e Peixe”, xilogravura
“Mulher e Pássaro”, xilogravura
“Três Mulheres e a Lua”, xilogravura
“A Mulher com Espelho”, xilogravura
“Ciclistas”, xilogravura

4L: um filme de jornada com humor e leveza

4L é daqueles filmes quase escondidos no catálogo da Netflix, dos quais pouco ouve-se falar. Produzido pela própria Netflix, 4L é um longa leve, ideal para um fim de noite com os amigos.

No filme, dois amigos que não se veem há muito partem em uma viagem entre a Espanha e o Mali para rever um antigo companheiro de jornada, que encontra-se doente. Quem também os acompanha é a filha deste amigo, que não o vê há mais de dez anos.

Com um carro antigo e não tão preparados quanto pensavam, o trio atravessa o deserto, encontra outros viajantes com histórias nem sempre felizes, e acabam descobrindo um pouco mais de si mesmos.

As belas paisagens do deserto são acompanhadas por um humor contagiante, na medida certa e sem exageros, que fazem o filme ser gentil, leve e agradável.

Definitivamente, não trata-se de um filme com uma jornada épica e dramática, mas uma comédia que, embora criticada, tem seus charmes e vale a pena ser assistida.

10 séries criminais para maratonar na Netflix

Para quem ama resolver um crime, essa lista é um prato cheio para várias maratonas na Netflix 🙂

1. American Crime Story: The Assassination of Gianni Versace

The Assassination of Gianni Versace é uma adaptação brilhante e de tirar o fôlego da história real do assassinato do famoso estilista italiano Gianni Versace pelo jovem Andrew Cunanan.

A série não se concentra apenas em Gianni, mas traça em detalhes a vida de Cunanan, suas origens familiares, e ambições extremas, fazendo a série ser verdadeiramente genial e viciante.

2. Hannibal

Você não irá querer comer um lanchinho depois de assistir Hannibal. A trama da série se foca na tensa e dúbia amizade entre o investigador Will e o erudito Hannibal, cujo paladar e desejos estéticos levam a um canibalismo extremamente sofisticado e desumano.

3. Fargo

Com uma certa dose de humor ácido, Fargo traz um homem pacato e patético que se vê assassino por um ato descontrolado e tenta desembaraçar-se. Com uma equipe policial nem sempre eficiente, ele consegue um tom de inocência, até que as pistas começam a cercá-lo. Ao mesmo tempo, um homem misterioso envolve-se na trama, e ficamos curiosos por saber suas motivações.

4. O Perfume

Uma jovem cantora é encontrada morta, mas há um detalhe extremamente intrigante: suas glândulas odoríferas foram removidas. A partir daí, abre-se uma investigação sombria, que desenterra o passado para tentar compreender as motivações do assassino.

5. La Casa de Papel

Contando com uma legião de fãs, La Casa de Papel dispensa apresentações. O ambicioso roubo a banco conquistou o mundo, e traz uma trama bem construída, que nos faz ficar perplexos quando percebemos que estamos torcendo pelos vilões.

6. The Alienist

Na Nova York do final do século XIX, um jovem garoto de programa é encontrado morto e com partes do seu corpo removidas. Os crimes se repetem, e um estudioso da mente humana decide investigar a barbárie, mesmo causando o desagrado da polícia.

7. American Crime Story: People v. O. J. Simpson

Em 1994, o jogador de futebol americano O. J. Simpson foi acusado de assassinar sua esposa e um amigo, mas nem todos estão certos de que ele realmente cometeu esses crimes. A série é narrada da perspectivas dos advogados, e explora a questão dos acordos e manobras que foram conduzidas de ambos os lados.

8. Scherlock

A série é uma releitura bastante livre dos livros de Sir Arthur Conan Doyle, com seu famosos Scherlock Holmes agora ambientado na Londres do século XXI. Acompanhado do dr. Watson, Holmes busca selecionar diversos crimes na cidade, com uma boa pitada de humor e irreverência.

9. Gotham

Para vingar-se de um assassinato, James Gordon, um detetive novato, une suas forças para combater o crime na corrupta e perigosa Gotham.

10. Lucifer

O próprio Diabo resolve tirar umas férias do inferno e abrir um bar em Los Angeles. Mas ninguém imaginava que ele se envolveria na resolução de assassinatos…