12 livros para conhecer a filosofia feminista

1. O Segundo Sexo

“O Segundo Sexo” talvez seja um dos livros mais conhecidos e clássicos sobre o feminismo. Escrito pela filósofa francesa Simone de Beauvoir e publicado em 1949, é alvo de amores e ódios até hoje.

O livro é extenso, e dividido em duas partes. A primeira é dedicada a um amplo contexto histórico da questão feminina, fazendo uma reflexão sobre mitos e fatos que influenciam a situação da mulher na sociedade. A segunda parte analisa a condição feminina nas esferas sexual, psicológica, social e política, além de trazer exemplos da literatura.

Geralmente as editoras publicam a obra em dois volumes. Por ser um livro grande, geralmente é um dos que tem o preço mais elevado. Então, nossa dica é procurá-lo em lojas de livros usados, que terão as edições mais antigas e fora de circulação. Ou ir até a biblioteca da sua cidade, que muito provavelmente terá a obra.

As edições circulando no mercado atualmente são da editora Nova Fronteira, que publica a obra em três edições distintas: a comemorativa, box e capa comum (que geralmente é a mais acessível). Conhece mais alguma editora que esteja publicando o livro atualmente? Deixe nos comentários 🙂

2. Quem tem Medo do Feminismo Negro?

Quem tem Medo do Feminismo Negro“, de Djamila Ribeiro, publicado pela Companhia das Letras em 2018, traz um ensaio autobiográfico, além de textos publicados na revista Carta Capital.

Nele, Djamila aborda a questão do silenciamento negro, que é uma das diversas facetas da discriminação, em especial no que se refere à experiência das mulheres, de modo a estimular a mudança social, o debate e o fim da invisibilidade. Afinal, quem tem medo do feminismo negro?

3. Feminismo em Comum

Feminismo em Comum” é o primeiro livro da filósofa Márcia Tiburi dedicado exclusivamente ao assunto. Nele, Tiburi define o feminismo como luta democrática por direitos para “todas, todes e todos” que são subjugados pelo patriarcado.

Publicado em 2018, a obra discorre sobre o processo de subjugação pelo patriarcado, que ocorre segundo o “valor de uso” dos corpos, como no trabalho, reprodução e produção do prazer alheio. Nesse contexto intrincado e extremamente enraizado na cultura, com jargões reproduzidos em todas as esferas da vida, o feminismo mostra-se como uma esperança de diálogo, liberdade e mudança.

4. Sejamos todos feministas

Neste encantador ensaio da celebrada Chimananda Adichie, temos um retrato de sua infância e sua motivação para abraçar o feminismo: a liberdade e igualdade. Com liberdade e igualdade, faz-se um mundo mais justo, feliz e esperançoso, em que meninas e meninos crescem assumindo sua própria identidade, sem sofrer para adaptar-se aos “certos e errados” alheios.

Da mesma autora, também recomendamos “Para educar crianças feministas“.

5. O Feminismo é Para Todo Mundo

bell hooks (escrito com iniciais minúsculas, para que se priorize sua escrita, e não sua pessoa) é considerada uma das maiores autoras do feminismo negro da atualidade.

Com linguagem clara, e franca, hooks faz um convite para conhecer o feminismo como agente de benefícios para a vida de todos, em qualquer classe ou faixa etária, e assim construir uma sociedade mais livre, amorosa e justa, sem amarras sexistas.

No livro, a autora traça um amplo panorama das questões que se relacionam com o feminismo, como beleza, luta de classes, trabalho, raça, gênero e violência. Além disso, esclarece sobre temas como masculinidade feminista, maternagem e paternagem feministas, casamento e companheirismo.

6. Mulheres, Raça e Classe

Considerado como o livro mais importante de Angela Davis, a obra traça um abrangente panorama histórico e crítico das lutas anticapitalista, feminista, antirracista e antiescravagista, além de discorrer sobre os dilemas contemporâneos da mulher. O livro é considerado um clássico sobre a interseccionalidade de gênero, raça e classe.

7. Reivindicação dos Direitos da Mulher

Mary Wollstonecraft sacudiu o século 18 com seu “Reivindicação dos Direitos da Mulher“, escrito em 1792. Com a obra, Mary causou escândalo ao escrever que as mulheres não eram inferiores aos homens, mas aparentavam sê-lo pois recebiam uma educação muito mais restrita. Assim, defendia uma educação igual a dos homens, além de defender que as mulheres tivessem os mesmos direitos e que não fossem negociáveis como mercadorias em casamentos.

Seu trabalho foi traduzido para mais de 30 idiomas, e tornou-se referência para feministas posteriores, como Simone de Beauvoir.

Reivindicação dos Direitos da Mulher” é publicado no Brasil pela editora Boitempo, em uma edição comentada, e também pela Edipro.

Mary foi mãe da igualmente brilhante Mary Shelley, autora do polêmico Frankenstein, escrito quando esta tinha apenas 19 anos, mas sem o crédito, já que havia sido publicado no nome do marido, o que foi corrigido mais tarde.

8. Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade

O que faz um homem ser um homem e uma mulher ser uma mulher? São questões amplas, que não encontram uma resposta única, mas uma multiplicidade de respostas e, consequentemente, de sexualidades. Em seu livro, fundamental para a teoria queer, Judith Butler argumenta que a identidade deveria ser pensada no plural, e não no singular, pois existem várias identidades.

9. Dororidade

Dororidade foi um termo cunhado pela própria Vilma Piedade, a partir da palavra “sororidade”. Dororidade é a dor sentida pelas mulheres, e que se agrava em situações de racismo.

A partir disso, Vilma desenvolve seu livro buscando aprofundar o diálogo feminista, tornando-o verdadeiramente inclusivo.

10. Calibã e a Bruxa

Em seu livro interessantíssimo, Silvia Federici discorre sobre a busca de uma explicação para a brutalidade patriarcal em relação às mulheres, em especial no que se refere à execução das centenas de milhares de “bruxas” no início da Era Moderna.

Silvia analisa a caça às bruxas no contexto das crises demográfica e econômica europeias dos séculos XVI e XVII e das políticas de terra e trabalho da época mercantilista, com especial atenção à relação entre a caça às bruxas e o desenvolvimento contemporâneo de uma nova divisão sexual do trabalho que confinou as mulheres ao trabalho reprodutivo.

11. Interseccionalidade

Escrito por Carla Akotirene, o livro discorre o conceito de interseccionalidade como forma de abarcar as interseções a que está submetida uma pessoa, especialmente a mulher negra. O termo define um posicionamento do feminismo negro frente às opressões do racismo, desfazendo a ideia de um feminismo global e hegemônico como diretriz única para definir suas pautas.

12. A origem do mundo: Uma história cultural da vagina ou a vulva vs. o patriarcado

Esta é uma genial HQ da artista sueca Liv Strömquist, que com seu humor afiado, expõe as mais diversas tentativas de domar, castrar e padronizar o sexo feminino ao longo da história. A origem do mundo esquadrinha nossa cultura e vai até o epicentro da construção social do sexo. Para Liv, culpabilizar o prazer é um dos mais efetivos instrumentos de dominação ― graças à culpa, a maçã é venenosa e o paraíso mantém seus portões fechados. Uma crítica hilária, libertadora e instrutiva sobre o sexo feminino.

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