Lustre Gabriel: design contemporâneo no coração de Versailles

Construído no século XVII pelo extravagante rei Luís XIV, o Palácio de Versailles é objeto de fascínio desde a sua construção.

Este tradicional palácio barroco tornou-se o lar de uma peça importante do design contemporâneo: o Lustre Gabriel, assinado pelos célebres irmãos Ronan et Erwan Bouroullec e fruto de três anos de trabalho.

Mesmo com mais de 500 quilos, o Lustre Gabriel transpassa leveza e delicadeza, suspenso como um colar em um dos vários ambientes do palácio. Esta mistura entre o contemporâneo e o barroco tornou o lustre motivo de admiração, tornando-se um ponto focal inegável diante da suntuosidade clássica que o cerca.

Feito em cristais da Swarovski, o lustre tem 12 metros, e seu nome é uma homenagem a Ange-Jacques Gabriel, arquiteto que trabalhou para Luis XV. O lustre ainda sustenta a responsabilidade de ser a primeira peça contemporânea a habitar Versailles permanentemente.

O incrível cemitério vertical de Hong Kong

Hong Kong é uma cidade de contrastes, que entre a mistura de edifícios modernos e arquitetura tradicional, revela situações interessantes.

O fotógrafo Finnbarr Fallon registrou um destes locais curiosos de Hong Kong, que é seu cemitério vertical escalonado construído nas encostas das montanhas e próximo aos grandes prédios da cidade.

A razão para a construção nas encostas das montanhas é a falta de espaço, já que Hong Kong tem uma grande densidade urbana. Contudo, também há um motivo tradicional por trás da construção: o Feng Shui.

A paisagem do cemitério, com seus andares, escadas e grandes dimensões, faz com que não passe despercebido, e figure entre um dos mais interessantes do mundo. Contudo, com a alta densidade do cemitério e de Hong Kong, o governo está incentivando a cremação, uma solução que ocupa menos espaço.

A série fotográfica de Fallon não deixa dúvidas de que os cemitérios podem modificar significativamente a paisagem urbana, e que a memória dos mortos ocupa bastante espaço.