O incrível cemitério vertical de Hong Kong

Hong Kong é uma cidade de contrastes, que entre a mistura de edifícios modernos e arquitetura tradicional, revela situações interessantes.

O fotógrafo Finnbarr Fallon registrou um destes locais curiosos de Hong Kong, que é seu cemitério vertical escalonado construído nas encostas das montanhas e próximo aos grandes prédios da cidade.

A razão para a construção nas encostas das montanhas é a falta de espaço, já que Hong Kong tem uma grande densidade urbana. Contudo, também há um motivo tradicional por trás da construção: o Feng Shui.

A paisagem do cemitério, com seus andares, escadas e grandes dimensões, faz com que não passe despercebido, e figure entre um dos mais interessantes do mundo. Contudo, com a alta densidade do cemitério e de Hong Kong, o governo está incentivando a cremação, uma solução que ocupa menos espaço.

A série fotográfica de Fallon não deixa dúvidas de que os cemitérios podem modificar significativamente a paisagem urbana, e que a memória dos mortos ocupa bastante espaço.

Série fotográfica de brasileiro mostra o céu de Hong Kong emoldurado por prédios

O fotógrafo brasileiro Dietrich Herlan retratou o céu de Hong Kong emoldurado pelos seus imensos prédios, como se fossem grandes molduras muito maiores que seus quadros.

A série, chamada Densidade Urbana, não mostra apenas a interessante moldura de prédios, mas também se atenta a outras características de Hong Kong, como a imensidão, perspectiva e densidade.

O céu emoldurado talvez seja a característica que mais chame a atenção, por sua simetria, pelos formatos curiosos que formam, e pelo sentimento de pequenez e solidão diante destas estruturas gigantes que se erguem em direção ao céu, quase ocultando-o.

As 10 fotografias mais caras da história

Desde o seu início, a fotografia sempre fascinou a humanidade por sua habilidade quase mágica de cristalizar momentos, e claro, servir como expressão artística e documental.

Além do destaque por seu valor histórico e artístico, algumas também se destacam por seu valor financeiro. Confira a lista das 10 fotografias que alcançaram as cifras mais altas até hoje.

1. “Rhein II”, de Andreas Gursky (1999), vendida por US$ 4.338.500 em 2011

2. Sem Título Nº 96, de Cindy Sherman (1981), vendida por US$ 3.890.500 em 2011

3. “99 Cent II Diptychon”, de Andreas Gursky (2001), vendida por US$ 3.346.456 em 2006

4. “The Pond-Monnlight”, de Edward Steichen (1904), vendida por US$ 2.928.000 em 2006

5. “Kremlin of Tobolsk”, do presidente russo Dmitry Medvedev (2009), vendida por US$ 1.750.000 em 2010

6. “Fotografia de um Nu”, de Edward Weston (1925), vendida por US$ 1.609.000 em 2008

7. “Georgia O’Keeffe (Hands)”, de Alfred Stieglitz (1919), vendida por US$ 1.470.000 em 2006

8. “Georgia O’Keeffe Nude”, de Alfred Stieglitz (1919), vendida por US$ 1.360.000 em 2006

9. “Untitled photo of a cowboy”, de Richard Prince (1989), vendida por US$ 1.248.000 em 2005

10. “Dovima with Elephants”, de Richard Avedon (1955), vendida por US$ 1.151.976 em 2010

Com quantos paus se faz uma canoa? A fotografia de Todd McLellan

Um dos fascínios do fotógrafo Todd McLellan é esmiuçar os componentes de produtos comuns e transformar sua curiosidade em arte. A desmontagem dos artefatos deu origem à impressionante serie fotográfica “Things Come Apart”, que nos assombra pela quantidade de peças nos artefatos, ao mesmo tempo que satisfaz nossa curiosidade por saber como as coisas são feitas.

Além de extrair uma poética dos objetos cotidianos ao desmembrá-los em suas menores porções, a série também causa a reflexão sobre os impactos da produção industrial no ambiente, com o ciclo de extração, produção, distribuição e descarte.

A série também está disponível no livro “Things Come Apart: A Teardown Manual for Modern Living”, publicado pela Thomas & Hudson, que conta com mais de 170 imagens coloridas do trabalho do fotógrafo, tão interessante para quem gosta de fotografia e design de produto. No Brasil, está disponível na Amazon, que importa a obra.

Chama a atenção a complexidade dos objetos que usamos de modo corriqueiro, sem pensar muito sobre eles, nos fazendo refletir sobre a técnica por trás deles, bem como alternativas de produção sustentáveis e com uso reduzido e reutilizado de materiais.